segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ASSIM QUE DEVERIA SER O LUGAR PERFEITO!!



Amigo é de verdade:

Diz uma linda lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um
determinado ponto da viagem discutiram.
O amigo ofendido, sem nada dizer,
escreveu na areia:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO.

Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se.
O que havia sido esbofeteado começou a
afogar-se sendo salvo pelo amigo.
Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.

Intrigado, o amigo perguntou:

Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora que te
salvei, escrevestes na pedra?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o
vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar.
Porém quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória
e do coração; onde vento nenhum do mundo poderá apagar.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SÓ NO MUNDO ANIMAL É POSSIVEL ENCONTRA O LUGAR PERFEITO!!


  ''Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem,
                           ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem
                           aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais
                           naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma
                           chama que pode ser oculta, jamais extinta
''.
                                                                                   (Nelson Mandela)

 










Num Zoológico na Califórnia essa Tigresa deu cria a 3 tigrinhos que infelizmente não resistiram as complicações da gravidez e morreram logo após o nascimento.
A Mãe-Tigresa depois de se recuperar do parto, começou a piorar seu estado de saúde, mesmo que fisicamente ela
estivesse bem.
Os veterinários sentiram que a perda da cria causou uma profunda depressão na tigresa. Os médicos decidiram que se a tigresa adotasse a cria de uma outra mae, talvez melhoraria. Após checar com vários zoológicos pelo país, tiveram a triste noticia de que não havia nenhuma cria de órfãos tigrinhos na mesma idade para levar para a mãe tigresa.
Os veterinários então decidiram tentar algo que nunca teria sido tentado antes em um zoológico.
Às vezes a mãe de uma espécie cuida dos filhotes de uma diferente espécie. Os únicos órfãos que puderam ser encontrados rapidamente foram as crias de uma porquinha. Os funcionários do Zoológico e os veterinários revestiram os porquinhos em pele de tigre e colocaram os bichinhos ao redor da mãe tigre.

Eles virariam a cria da tigresa ou lombinho???
Dê uma olhada... você não vai acreditar nos seus olhos

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A IMAGINAÇÃO SUPERA NOSSO CONHECIMENTO!!



                                                                                                                                                                
ALADIM E A LAMPADA MARAVILHOSA
Há muitos e muitos anos viviam num distante reino
da China a viúva de um pobre alfaiate e seu filho
Aladim.
Um dia, quando este brincava na praça, um estrangeiro
aproximou-se dele e lhe disse:
- Meu menino, você não e filho do alfaiate Mustafá ?
- Sou, sim, respondeu Aladim, mas meu pai já morreu
ha muito tempo.
- Pois então eu sou seu tio, meu querido sobrinho! Há
muitos anos estou viajando; desejava tanto rever meu
irmão, e agora estou sabendo que ele esta morto!
Quanto sofrimento para mim!
0 estrangeiro tomou a mão de Aladim e pediu-lhe que
o levasse a casa de sua mãe.
Lá entregou a boa senhora uma bolsa cheia de ouro,
dizendo-lhe que fosse comprar uma comida saborosa
para o jantar. Na refeição ele contou que estava viajando
ha muito tempo, e descreveu todos os países
por ele visitados.
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No dia seguinte ele saiu com Aladim e comprou-lhe
roupas riquíssimas. Depois visitaram juntos a cidade,
dirigindo-se por fim aos magníficos jardins que a cercavam.
Pouco a pouco foram-se afastando da cidade,
chegando assim ao sopé de uma montanha.
- Paremos aqui, disse o estrangeiro, pois aqui neste
lugar lhe vou mostrar coisas maravilhosas! Enquanto
eu faço um fogo com gravetos, você vai buscar lenha
para fazermos uma grande fogueira.
Aladim logo reuniu uma pilha de galhos secos. 0 estrangeiro
acendeu então a fogueira, pronunciando
palavras magicas. No mesmo instante dali levantouse
uma fumaça espessa. A terra tremeu um pouco,
depois abriu-se, deixando aparecer uma pedra na qual
estava presa uma argola de ferro.
0 estrangeiro suspendeu a pedra e uma escada íngreme
apareceu.
- Desça esta escada, disse o estrangeiro, e quando
você chegar em baixo achara um salão. Atravesse-o
sem parar um instante. No meio desse salão ha uma
porta que da para um jardim. No meio desse jardim,
sobre um pedestal, esta uma lâmpada acesa. Pegue a
lâmpada e traga-a para mim. Se os frutos do jardim
lhe apetecerem, pode colhê-los à vontade.
Em seguida ele colocou um anel no dedo de Aladim,
dizendo-lhe que este o protegeria contra qualquer
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perigo.
Aladim desceu ao subterrâneo e, sem se deter, foi e
apanhou a lâmpada- Já de volta, ele parou para olhar
o jardim e viu que ali havia frutas muito diferentes
das outras. Colheu algumas julgando que fossem de
vidro colorido, quando na realidade eram pérolas, rubis,
diamantes e esmeraldas.
0 estrangeiro aguardava com impaciência.
- Meu tio, disse Aladim, ajude-me a subir, por favor.
- Pois não, querido sobrinho, mas então você primeiro
tem que me dar a lâmpada, pois ela lhe pode atrapalhar
para subir.
- Não atrapalha não, meu tio; assim que estiver em
cima, eu lhe entrego a lâmpada.
E continuaram a teimar sem que nenhum cedesse, até
que por fim o estrangeiro teve um acesso de raiva
pavoroso e pronunciou urnas palavras mágicas. A pedra
então fechou-se sobre si mesma, e Aladim ficou
prisioneiro no subterrâneo.
0 estrangeiro era um grande feiticeiro africano que
por meio de suas mágicas descobrira a existência da
lâmpada cuja posse poderia torna-lo mais poderoso
que todos os reis da terra. Porem ele próprio não podia
ir busca-la, por isso recorrera a Aladim.
Vendo que não poderia obtê-la, voltou para a África
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no mesmo dia.



                                                                                
Aladim ia estava fechado no subterrâneo há três dias,
quando, juntando as mãos para implorar ao céu miseric
órdia, sem querer esfregou o anel que o magico lhe
dera. Imediatamente um em o medonho apareceu e
disse estas palavras:
- Que desejas ? Estamos prontos a te obedecer, eu e
todos os escravos do anel.
Aladim gritou :
- Sejas quem for, tira-me deste lugar!
Mal acabara de pronunciar estas palavras e logo viuse
fora do subterrâneo.
Assim que chegou a casa, contou a sua mãe o que lhe
acontecera, e pediu-lhe um pouco de comida.
- Ali ! meu filho! Que tristeza! eu não tenho nem um
pedaço de pão para lhe dar !
- Pois então, minha mãe, dê-me a lâmpada que eu
trouxe, e eu irei vende-la.
- Esta aqui, meu filho, mas esta muito suja. Vou areá-
la; assim talvez dêem. mais dinheiro por ela.
Assim que começou a esfrega-la, apareceu um gênio
pavoroso que disse com uma voz cavernosa:
- Que desejas? Sou teu escravo, e estou pronto a te
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obedecer, assim como todos os outros escravos da
lâmpada.
A mãe de Aladim. desmaiou de susto.
Aladim. pegou a lâmpada e respondeu:
- Estou com fome, traz alguma coisa para eu comer !
0 gênio desapareceu e voltou trazendo em enorme
bandeja de prata 12 pratos cheios de coisas deliciosas,
pão e duas garrafas de um vinho finíssimo, colocando
tudo sobre a mesa; depois desapareceu.
Muitos dias se passaram durante os quais Aladim e
sua mãe recorreram uma porção de vezes a lâmpada.
Uma manhã, enquanto passeava, Aladim ouviu publicar
uma ordem do rei obrigando o povo a fechar todas
as portas e janelas das casas, porque a princesa sua
filha ia sair do palácio e não devia ser vista por ningu
ém.
Esta proclamação despertou em Aladim grande curiosidade
de conhecer a princesa; tendo-a visto, ficou
grandemente impressionado por sua extraordinária
beleza.
Voltando para casa, ele não pode conter seu entusiasmo
e disse a sua mãe:
- Eu vi a princesa Badrulbudur. Amo-a e resolvi pedi-la
em casamento.
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A mãe de Aladim não pode reprimir gargalhada :
- Ora veja, meu filho ! e está sonhando !
- Não, minha mãe, não estou. E vou-lhe pedir um
favor. Pegue um vaso de bom tamanho, encha-o com
as frutas que eu trouxe do jardim da lâmpada, e leveo
ao rei.
A mãe de Aladim fez tudo o que lhe pedira Aladim.
0 rei maravilhou-se com as pedras preciosas que ela
lhe ofereceu e disse-lhe:
- Vá, boa mulher, volte para a sua casa. Diga a seu
filho que eu aceito a sua proposta, e que lhe concederei
minha filha quando ele me enviar 40 bandejas de
ouro maciço cheias de pedras preciosas trazidas por
40 escravos negros acompanhados por 40 escravos
brancos, todos vestidos luxuosamente.
Logo que sua mãe lhe contou o que se passara, Aladim
chamou o gênio, e exprimiu-lhe seu desejo.
Pouco tempo depois o gênio lhe trazia os tesouros
pedidos.
Aladim apresentou-se ao rei com todo seu séquito, no
meio das aclamações de toda a cidade, e as núpcias
se realizaram algum tempo depois com grandes festas.
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Aladim mandou construir pelo gênio um palácio digno
da princesa, sua esposa. 0 palácio maravilhoso ficou
pronto em uma única noite. Era feito com madeiras
preciosas e mármore do mais fino.
No centro, debaixo de uma cúpula maciça de ouro e
prata, havia um salão com 24 janelas incrustadas com
as mais belas pedras preciosas. Os jovens esposos
viveram felizes alguns anos ate o dia em que o magico,
que nunca esquecia Aladim e não perdia a esperança
de reaver a lâmpada maravilhosa, soube por suas feiti
çarias tudo o que acontecera.
No dia seguinte ele retomou o caminho da China e
chegou logo a cidade de Aladim.
Dirigiu-se imediatamente a casa de um negociante de
lâmpadas e comprou-lhe uma dúzia delas. Colocandoas
numa cesta, tomou o caminho do palácio maravilhoso,
gritando:
- Quem quer trocar lâmpadas; velhas por
A princesa Badrulbudur ouviu-o.
- Boa idéia, disse ela as suas aias, neste canto lia
uma lâmpada velha, troquem-na por uma nova !
Uma das aias logo foi e trocou a lâmpada velha pela
nova.
0 mágico saiu imediatamente da cidade. Assim que
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ele chegou ao campo, pegou a lâmpada, esfregou-a e
disse ao gênio:
- Eu ordeno que retires o palácio de onde ele esta e
que o transportes para a África.
0 gênio executou imediatamente a ordem recebida.
Aladim estava caçando.
Quando voltou, qual não foi o seu desespero não encontrando
seu palácio nem sua esposa.
0 rei, seu sogro, estava louco de raiva, e ameaçou
mata-lo se antes de 40 dias não encontrasse sua filha.
Felizmente Aladim possuía ainda o anel do magico.
Esfregou-o e o gênio apareceu.
- Que desejas ? perguntou o gênio.
- Gênio, leva-me para junto da princesa, minha esposa.
Com a rapidez de um relâmpago, achou-se ele na África,
bem debaixo da janela do quarto de Badrulbudur.
Uma aia avistou-o e preveniu a princesa., que o reconheceu
e ir até junto dela.
Não tiveram dificuldade em se apoderar novamente
da lâmpada maravilhosa dando um narcótico ao
magico, que a trazia escondida dentro de suas rou12
pas.
0 gênio da lâmpada logo foi chamado para transportar
o palácio para o lugar onde estava antes e o pai de
Badrulbudur ficou radiante, encontrando sua filha.
0 mágico foi acorrentado e jogado para servir de pasto
aos animais ferozes.
Grandes festas celebraram a volta da princesa e de
seu esposo. Os dois viveram muito felizes.
Aladim subiu ao trono depois da morte de seu sogro.
Reinou sabiamente com Badrulbudur durante longos e
longos anos e deixaram filhos ilustres.
FIM

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ROUBARAM Á INFÂNCIA!

                 


Enquanto eu recordava a minha infância, o mestre parecia-me
Perscrutar. Puxando o fôlego com vigor, comentou sobre o assassinato da
Infância na atualidade, uma das coisas que mais o perturbavam:
— Internet, jogos de videogame, computadores, são úteis, mas
Têm destruído algo inviolável: a infância. Onde está o prazer -

Do silêncio? Onde está a arte da observação? Onde está a
Inocência? Angustia-me que o sistema esteja gerando crianças insatisfeitas e
Ansiosas. Fortes candidatas a serem pacientes psiquiátricas e não seres humanos
Felizes e livres.
De repente, teve uma reação que eu nunca havia presenciado.
Vários pais passaram por nós levando os filhos, entre sete e nove anos, para as
Compras. Eles estavam muitíssimo bem-trajados, no rigor da moda, todas as
Peças combinando. Tinham celulares na mão. Mas revelavam evidente insatisfação.
Alguns começavam a impor o que queriam consumir. Para não se perturbarem
Com seus gritos e atritos, os pais cediam.
O vendedor de sonhos reagiu. Perdendo a paciência, parecendo
Fora de si, enfrentou esses pais.
— O que vocês estão fazendo com seus filhos? Levem-nos para
Os bosques! Tirem seus sapatos, deixem-nos andares descalços na terra! Levem-nos
Para subir nas árvores, estimulem-nos a inventar suas brincadeiras. A espécie
Humana se fechou numa redoma artificial de egoísmo e consumismo. Deixem-na
Envolver-se com outras espécies, com outros comportamentos. — E parafraseou
Uma frase de Jesus Cristo: — Não só de shoppings viverão as crianças, mas de
Todas as aventuras da infância.
Fiquei impressionado com sua ousadia diante de estranhos.
Alguns pais ficaram pensativos. Outros reagiram mal. Um disse:
— Não é esse o louco dos jornais?
Outro, que era intelectual e provavelmente do time da soberba,
Como eu, foi mais contundente:
— Eu sou professor doutor em psicologia. Não admito essa
Invasão de privacidade. Dos meus filhos cuido eu. — E observando

Nossa aparência, disse para seus amigos: — É um bando
De ignorantes.
Boquinha de Mel ouviu a ofensa e não conteve sua síndrome
Compulsiva de falar. Referendou o mestre, dessa vez com
Propriedade:
Myfriend, não sou doutor de merda nenhuma. — E olhando
Para as crianças lhes disse: — Desculpe pela merda, meninos. — Em seguida,
Dirigindo-se aos pais, completou sua idéia com exageros: — Deixem seus filhos
Se lambuzarem com a natureza. Assim, nenhum deles terá chance de ser um
Maluco, um bêbado e um sem-vergonha como eu. — E caindo em si, fez um
Gesto e pediu paciência: — Mas estou melhorando, chefinho.
Em seguida, voltou-se novamente para as crianças e tentou fazer
Uma brincadeira:
— Quem quer voar como uma borboleta levante as mãos. Três
Crianças levantaram as mãos, duas ficaram indiferentes
E três se esconderam atrás de seus pais e responderam:
— Tenho medo de borboletas.
Os pais sentiram-se ofendidos com a petulância dos intrusos.
Chamaram os seguranças que estavam na porta de entrada da grande loja de
Departamentos do Grupo Megasoft, na qual estavam prestes a entrar. Estes não
Tardaram a nos expulsar de lá.
— Saiam daqui, seus malandros.
Mas, antes de sair, o mestre voltou-se para os pais que o
Contestavam e comentou:
— Peço desculpas pelos meus gestos, e espero que um dia,
Diante de seus filhos, não precisem pedir desculpas pelos seus.
As idéias que o mestre semeou não foram estéreis na mente de
Todos os pais. Alguns, mesmo enraivecidos, começaram a

Perceber que precisavam fazer uma cirurgia na relação com seus
Filhos. Davam a melhor educação para eles dentro do sistema vigente, eles se
Tornavam especialistas em consumir produtos e operar computadores, mas eram
Cronicamente insatisfeitos, não sabiam observar, intuir, induzir. Perceberam que
A natureza não era importante para a sobrevivência física da espécie humana, mas
Para a sobrevivência emocional dela. Os estímulos da natureza tinham uma
Pedagogia insubstituível, superior a todas as teorias educacionais, para expandir
Os horizontes da psique. Começaram a freqüentar bosques, zoológicos, jardins
Botânicos.
Fiquei emocionado ao ver o cuidado do mestre e de Bartolomeu
Com as crianças. Nunca me preocupei muito com elas. Estava ocupado demais
Em criticar o sistema de classes sociais em sala de aula. Não entendia que o
Verdadeiro material da educação era o aluno e não as informações que eu
Transmitia. Preocupava-me que fizessem silêncio e prestassem atenção nas aulas,
Mas não me preocupava, em primeiro lugar, se estava formando seres humanos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

EM BUSCA DE UM MUNDO MELHOR





Hunter "Patch" Adams (Washington D.C.28 de maio de 1945) é um médico norte-americano, famoso por sua metodologia inusitada no tratamento a enfermos. Formado pela Virginia Medical University, também fundou o Instituto Gesundheit em 1972.
Em um programa de entrevistas na televisão brasileira (Roda Viva), em 2007, Patch Adams afirmou que nunca disse que "rir é o melhor remédio", e sim que o riso "faz parte de um contexto". Na verdade, seu lema era "a amizade é o melhor remédio". Disse também ter uma Biblioteca de 18.000 volumes e que lê muita poesia, adora os poemas de Pablo Neruda, porque segundo ele, a poesia nos dá amor. Criticou as pessoas que têm muito dinheiro e nada fazem pelos menos favorecidos, usou o termo "lixo" para definí-las. E renegou o filme "Patch Adams" de Tom Shadyac, dizendo que ele não condiz com a verdade; criticou o Governo Americano, a quem chamou de "Terrorista", assim como as indústrias de medicamentos, que só visam os lucros bilionários. Sua filosofia de vida é o amor, não apenas no âmbito hospitalar, mas em nossas relações sociais como um todo, independente de lugar. Tem por opinião que o objetivo do médico não é curar e sim cuidar. Cuidar com muito amor, tocando nos doentes, olhando em seus olhos, sorrindo...
Aos 16 anos de idade, após perder o pai e ter sido deixado pela namorada, vivenciou uma grave crise depressiva e foi internado numa clínica psiquiátrica. Lá chegou à conclusão que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor. Nos anos 60, um de seus melhores amigos (e não sua namorada como visto no filme) foi assassinado. Dois anos depois, ingressa na faculdade de medicina de Virginia, onde se tornou conhecido pela sua conduta excessivamente feliz e apaixonada pelos pacientes. Ao término da faculdade, em 1972, fundou o Instituto Gesundheit. Em 1980 adquiriu 317 acres de terra montanhosa em West Virgínia para a implementação física do instituto, o qual presta assistência sem nenhum tipo de cobrança financeira.
Convencido da conexão poderosa entre o ambiente e o bem estar, acredita que a saúde de um indivíduo não pode ser separada da saúde da família, da comunidade e do mundo.
Atualmente Patch e sua trupe de palhaços viajam pelo mundo para áreas críticas em situação de guerra, pobreza e epidemia, espalhando alegria, o que é uma excelente forma de prevenir e tratar muitas doenças. Além de médico, humorista, humanista e intelectual, Patch é também um ativista em busca da paz mundial. Segundo ele, seu intuito não é apenas mudar, através do humor, a forma como a medicina é praticada hoje. Patch traz uma mensagem de amor ao próximo que, se praticada por todos nós, certamente irá mudar o mundo para melhor. O filme mostra os conflitos que a medicina apresentava na época e continua ainda nos dias de hoje, apesar da semente implantada.
Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último inspirou o filme “Patch Adams - O Amor é contagioso”(1998), baseado na história de Patch e tendo Robin Williams como seu intérprete.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CONTINUA IMAGINADO UM MUNDO MELHOR



JOÃO E MARIA


Numa casa perto da floresta vivia um lenhador muito
pobre
.
Ele tinha dois filhos: João e Maria.
A mãe das crianças havia morrido e o lenhador casara
de novo com uma mulher malvada.
Uma noite a mulher queixou-se ao lenhador:
“A comida acabou e estamos sem dinheiro para comprar
mais. Só há um pouco de pão para dar às crianças
amanhã cedo.
Precisamos abandonar os dois na floresta, pois não
temos com que sustentá-los.
“Abandonar?”, perguntou o lenhador, assustado.
“Não pretendo fazer isto com meus filhos!”
Mas a mulher, que era feiticeira, ameaçou transformar
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as crianças em sapos se o lenhador não concordasse.
João e Maria ouviram a conversa. Maria começou a
chorar, com medo de ficar perdida na floresta. João,
que era muito esperto, teve uma idéia:
“Vou ao quintal apanhar umas pedrinhas para marcar
o caminho. Assim saberemos voltar.”
Ouvindo isso, Maria ficou tranqüila. João saiu quietinho
e encheu os bolsos de pedrinhas brancas.
Na manhã do dia seguinte João e Maria fingiram que
não sabiam de nada. Quando sentaram à mesa para
tomar café, a madrasta lhes disse:
“Aqui está um pedaço de pão para cada um. Guardem
para o almoço, pois seu pai vai cortar lenha muito
longe e nos vamos com ele.”
Puseram-se todos a caminho. 0 pai e a madrasta iam
na frente. As duas crianças ficaram mais para trás, e
João ia deixando cair as pedrinhas enquanto andava.
Quando chegaram ao meio da floresta, a madrasta
ordenou às crianças:
“Sentem-se aqui e comam o pão, enquanto vou com
seu pai cortar lenha. Não saiam daqui até voltarmos.”
Assim, o lenhador e a mulher se afastaram, deixando
João e Maria sozinhos no mato.
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No dia seguinte as crianças foram levadas de novo
para a floresta. Desta vez João não pôde ir ao quintal
juntar pedrinhas brancas: a porta estava fechada com
ferrolho e ele não conseguiu sair de casa. Mas deixou
cair pedacinhos de pão para marcar o caminho.
A madrasta abandonou as crianças num lugar ainda
mais longe. João não se preocupava, porque tinha
marcado o caminho para voltar.
Mas, quando ele e Maria procuraram os pedacinhos de
pão, nada encontraram: os passarinhos da floresta
tinham comido tudo!
“Que vai ser de nós agora?”, perguntou Maria, choramingando
de medo.
“Vamos tratar de dormir”, disse João. “Amanhã daremos
um jeito de voltar para casa.”
Durante três dias e três noites as crianças vagaram
pela floresta, sem achar o caminho de casa. onde
havia uma casinha.
A casinha era feita de pão-de-ló, com telhado de chocolate
e janelas de pão-de-mel. João e Maria puseram-
se a comer a casa, até que uma voz gritou lá de
dentro:
“Quem rói minha casinha?”
Mas, no dia seguinte, tudo mudou. A velha chamou os
dois para irem ver o estábulo, e fechou João lá dentro!
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Tique ai até virar um leitãozinho bem gordo para 18
eu comer”, disse a velha, que era uma feiticeira.
“E você”, continuou a velha, falando com Maria, terá
que cozinhar e fazer todo o serviço da casa!”
Maria ficou muito assustada e tratou de obedecer.
Todos os dias a velha obrigava Maria a levar comida
para o irmãozinho. Depois perguntava se João já tinha
engordado. Como a velha não enxergava bem,
Maria dizia que ele ainda estava muito magrinho.
A velha cansou de esperar que João engordasse. Um
dia resolveu esquentar bem o forno e disse para Maria:
“Vou assar pão. Ponha sua cabeça 1á’ dentro para ver
se o forno já está bem quente.”
“Minha cabeça não cabe aí dentro!”, respondeu Maria.
“Ora, cabe até a minha que é maior!”, disse a velha.
Maria fingiu que não acreditava. Quando a velha meteu
a cabeça no forno para mostrar como cabia, a
menina deu-lhe um empurrão e fechou a velha lá dentro!
Depois, mais que depressa, pegou a chave do estábulo
e correu a soltar o irmãozinho.
Maria contou a João que a velha escondia um tesouro
embaixo da cama. Os dois puseram tudo num cofre e
em seguida fugiram levando as riquezas da bruxa.
Depois de andar muito pela floresta, João e Maria
chegaram em casa. Encontraram o pai no quintal, chorando
de saudade deles. Os três se abraçaram, contentes
por estar juntos novamente.


João e Maria mostraram ao pai o tesouro que haviam
trazido, com o qual não faltaria mais comida.
O pai contou então que a madrasta tinha caído no rio
e morrera afogada. Assim os três nunca mais se separaram
e viveram sempre felizes

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

SÓ EXISTE LUGA PERFEITO NAS FANTASIA INFANTIL



      

Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, "Histórias
Vividas", uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que engolia uma fera. Eis
a cópia do desenho.
Dizia o livro: "As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não
podem mover-se e dormem os seis meses da digestão."
Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu
primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:
Mostrei minha obra-prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes
fazia medo.
Responderam-me: "Por que é que um chapéu faria medo?"  






Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um
elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem
compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era
assim:
As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas
ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática.
Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora
desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As
pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar
toda hora explicando.
Tive pois de escolher uma outra profissão e aprendi a pilotar aviões. Voei, por
assim dizer, por todo o mundo.
E a geografia, é claro, me serviu muito. Sabia distinguir, num relance, a China e o
Arizona. É muito útil, quando se está perdido na noite.
Tive assim, no correr da vida, muitos contatos com muita gente séria. Vivi muito
no meio das pessoas grandes.
Vi-as muito de perto. Isso não melhorou, de modo algum, a minha antiga opinião.
Quando encontrava uma que me parecia um pouco lúcida, fazia com ela a
experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se
ela era verdadeiramente compreensiva. Mas respondia sempre: "É um chapéu". Então eu
não lhe falava nem de jibóias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Punha-me ao seu
alcance. Falava-lhe de bridge, de golfe, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava
encantada de conhecer um homem tão razoável.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PINÓQUIO, O BONECO DE MADEIRA

PINÓQUIO


                      
Gepeto era um homem bom que morava sozinho numa
casa Como era habilidoso e sentia falta de companhia, fez
um boneco de madeira.
- Seu, nome será Pinóquio - disse ele, ao terminar o boneco.
- Pena que não possa nem falar! Mas não faz mal.
Mesmo assim, será meu amigo!
 Certo dia, enquanto Gepeto dormia, a Fada Azul foi visitar
Pinóquio. E disse, ao entrar:

 - Pimbinlimpimpim!                                                
 E. por encanto; Pinóquio deu um pilo e gritou:
 - Estou vivo! Não sou mais um boneco qualquer! Obrigado,
Fada! Agora, Gepeto terá com quem conversar!
 - Foi por isso que eu vim, Pinóquio. Seu amigo, o velho
Gepeto, é um homem bom e merecia uma recompensa.
Bem, agora tenho de ir andando. Até logo, Pinóquio.
 - Até logo, Fada!
 E a boa fada desapareceu. Ela não ficou preocupada com
Pinóquio, pois sabia que ele seria um menino bonzinho.
 No dia seguinte, quando Gepeto acordou e viu o boneco
dando-lhe bom-dia, espantou-se:
 - Será que estou sonhando?
 - Não, Gepeto! Eu estou vivo, mesmo! Ontem, a Fada Azul
veio aqui em casa e me encantou. Agora sou um boneco
que fala e que anda!
 - Que bom ! Você será meu filho, Pinóquio!
 Os dias se passaram. Gepeto matriculou Pinóquio numa
escola para que ele pudesse aprender a ler, a falar e contar
corretamente.
 Mas, certo dia, quando estava indo para o colégio, Pinóquio
encontrou-se com o Lobo e o Gato.
 - Olá, Pinóquio! - saudou o Lobo.
 - Olá,, Seu Lobo - respondeu o boneco. - Você está indo
para a escola, ê?
 - Estou, sim. Porquê?
 - Ora, por nada - mentiu o Lobo. E que há um circo na
cidade, e nós poderíamos ir lá.
 E Pinóquio, maravilhado com a idéia., resolveu, então, faltar
à aula e ir ao espetáculo com os vadios. Mas o que os
dois queriam era vendê-lo ao circo.
 Após as apresentações no circo, Pinóquio foi trancado numa
gaiola. Ali ficou, sozinho, durante muito tempo, até que, de
manhã, apareceu a Fada Azul:
 - Pimbinlimpimpim! Você está livre, Pinóquio. Mas terá de
prometer-me que nunca mais faltará à aula.
- Eu prometo, Fada Azul,
- Bem, agora vá correndo para casa porque seu pai está
muito preocupado com sua ausência. Adeus!
- Eu vou bem depressa, Fada. Adeus!
 E Pinóquio foi correndo. Feliz por ser livre outra vez.
 Estava ainda no caminho quando encontrou três meninos,
jogando bola de gude.
 Então, parou e ficou olhando:
 - Você quer jogará. menino? - perguntou um dos garotos.
- Quero, sim - respondeu Pinóquio.
 Mas, pouco depois:
 - Oh! Minhas orelhas cresceram! Apareceu uma caudal
Foi isto mesmo que aconteceu. A Fada Azul castigou
Pinóquio. Ele tinha dito que iria correndo para casa e não
foi, Por isso, suas orelhas cresceram e apareceu-lhe uma
cauda.
 Arrependido de ter mentido, Pinóquio correu para casa. Mas,
ia, não encontrou ninguém.
 - Por favor, a senhora viu meu pai? - perguntou o boneco à
sua vizinha.
- Vi, sim, meu filho. Saiu à sua procura. Mas aconteceu
uma coisa horrível - disse ela.- Uma baleia engoliu seu pai!
- Quê?! - exclamou Pinóquio. - Pois, vou lá salvá-lo.
 E saiu correndo em direção à praia. Lá viu que havia, realmente,
uma baleia. Então, cheio de coragem, atirou-se ao
mar e nadou para perto do animal. E aconteceu o que ele
queria: a baleia o engoliu também.
 Dentro da barriga do grande animal, estava Gepeto:
 - Você aqui, Pinóquio?
- Sim, papai. Vim salvá-lo! Temos que fugir daqui!
 Então, andando pela garganta da baleia. os dois fizeram
com que ela desse um espirro. E como Gepeto tinha sido
engolido com barco e tudo, foi fácil chegarem ate a praia.
 Assim que chegaram em casa, receberam uma visita. Era a
bondosa Fada, que, ao saber o que tinha acontecido, dera
um pulo até lá:
 - Meus parabéns, Pinóquio - disse ela. - Você fez uma bela
ação. E, para recompensá-lo, vou transformar você num
menino de verdade.
 E, assim, Pinóquio passou a ser um menino igual aos outros.
Nunca mais Gepeto se preocupou com ele, pois era
um menino bonzinho e obediente.

FIM                                                              

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

NA VIDA NEM TUDO É BONITO

O PATINHO FEIO

Lá embaixo, na campina, escondido pela grama alta, havia
um ninho cheio de ovos. Mamãe Pata deitava-se nele, toda
feliz, aquecendo os ovinhos. Ela esperava com paciência
que seus patinhos saíssem da casca.
Foi uma alegria doida no ninho. Craque! Craque! Os ovinhos
começaram a abrir.
Os patinhos , um a um, foram pondo suas cabecinhas pra
fora, ainda com as peninhas molhados. No meio da ninhada,
havia um patinho meio estranho, bem diferente dos
outros.
Uma pata gorda, a linguaruda do quintal, foi logo dizendo:
- Mas o que é muito cinzenta e feia?
Mamãe Pata ficou triste com o comentário da linguaruda.
Aí ela falou:
- Não vejo nada de errado com o meu patinho!
- Eu vejo - disse a linguaruda, completando: - Nenhum dos
outros patinhos é assim!
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Alguns dias depois, Mamãe Pata foi se balançando lá para
as águas do lago, com os patinhos atrás. Plaft! Ela pulou na
água - e um por um, os patinhos pularam também.
Nadaram que foi uma beleza. Até o patinho feio nadou com
eles também.

Mas aí eles foram pro cercado dos patos. Os outros patos
pararam e disseram:
- Olha só, ai vem outra ninhada - como se nós fôssemos
poucos!
A pata gordo foi logo dizendo:
- E como é feio o patinho do fim da fila! Olha só como anda
todo desengonçado. Nós não queremos essa cosa feia aqui
perto dos nossos filhos! Vai acabara pegando feiura em
todo mundo!
Um por um os patinhos avançaram pro patinho feio com ar
de desprezo.
Beliscaram do seu pescoço e depois o empurraram para
fora do cercado.
Até as galinhas vieram para ver e começaram os pintinhos
a implicar com o patinho feio. Coitado do patinho feio.
- Feio não! Horroroso! - gritava a pata gordo pra todo
mundo.
Mamãe pata sempre vinha defender o seu patinho feio.
Xingava todas as aves que implicava com patinho, mas de
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nada adiantava.
Cada vez mais os bichos caçoavam de seu filhinho.
Todo dia era a mesma coisa. Era muito difícil para o patinho
Feio escapar das gozações e implicâncias.

Aí chegou o inverno. Os dias iam esfriando e o patinho feio
teve que nadar na água gelada porque tudo era gelo em
volta dele.
Ninguém veio dar carinho pra ele, a não ser sua mãe, e aí
ele, muito triste, comeu muito pouquinho e ficou muito fraco.
Poucas penas cresceram pelo seu corpo magrelo.
Ficou de corpo encurvado e pescoço pelado. Até parceria
que a natureza estava contra ele naquele inverno.

Mas com a primavera, quando o sol começou a brilhar quente
outra vez, o patinho feio sentiu que suas asas estavam
mais fortes.
Poderia sair dali. Ir para bem longe.
Disse para si mesmo:
- Ninguém sentirá a minha falta, não ser minha mãe. Mas
também será um alívio pra ela. Não precisará brigar com
meus irmãos por causa de mim. Acho que, se eu for embora,
todo mundo vai gostar.
E decidido, o patinho feio bateu as asas e saiu voando.
Foi voando, voando, voaaaando... Cada vez ficando mais
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distante da sua terra natal.
Lá longe, viu que tinha chegado a um grande jardim. Três
lindos cisnes estavam nadando num lago. O Patinho feio
ficou olhando horas e horas a fio os cisnes.
Bem baixinho, resmungou:
- Eu queria ficar por aqui só pra ser amigo deles. São tão
bonitos.
Mas é capaz deles não quererem porque eu sou muito feio.
Ficou nesta indecisão até que teve coragem e disse:
- Mas não faz mal. Tenho que tentar. Se eu não tentar
nunca ficarei sabendo se eles vão ou não vão me aceitar.
Aí ele voou para a água e nadou bem ligeiro até os cisnes.
Mas também foi a sua surpresa quando ele olhou para baixo,
para o espelho da água e viu seu corpo refletido nela.
Que surpresa! Sua imagem nada tinha a ver com aquele
patinho feio, cinzento e desajeito que um dia tinha partido
da sua terra natal.
Na verdade, agora ele era tão branco e elegante como os
cisnes.
Sim, ele era um cisne. Pousou nas águas cristalinas do lado
e nadou feliz da vida! Todos orgulhos, não, deixava de olhar
sua imagem refletida na água. Era um lindo e elegante cisne
que nadava pelo lago, junto de outros cisnes.

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As criancinhas chegaram no jardim e gritaram:
- Chegou um cisne novo!- exclamou a menina.
- Olha só como ela nada bonito - comentou o menino
de boné.
E aí a menina voltou a exclamar:
- Este que chegou agora é o mais lindo de todos!
O Patinho feio, que não era mais patinho feio, mas
um novo cisne, ficou até meio envergonhado com
os comentários das crianças e virou a cabecinha pro
lado; mas ele estava muito feliz.
Agitou as asas, curvou o pescoço fino e disse:
-Quando eu era um patinho feio nunca sonhei com
tanta felicidade!

FIM

sábado, 31 de outubro de 2009

FELIZ DE DA BRUXA!!


PARA MINHA BRUXA PENHA


PERFIL DA BRUXA
Desconheço a autoria
 
É difícil reconhecer uma bruxa somente pelo físico.
 
 Algumas pessoas fazem questão de mostrar que são "bruxas":
aquelas que se vestem constantemente de preto,
 
utilizam uma corrente com pentáculo ou algum pingente de pedra,
outras tem cabelos compridos repartidos ao meio e unhas compridas,
às vezes pintadas de preto.
 
 Mas nem sempre elas são o que dizem ser,
muitas vezes até porque não sabem como ser.
 
 Ser bruxa não é utilizar um feitiço
quando as nossas possibilidades para resolver um problema estão esgotadas.
Não é também conhecendo os nomes das ervas e decorando as jogadas de tarô que nos tornamos bruxas.

 
 Ser bruxa não é ainda manipular o mundo através de poderes sobre-humanos.
A autêntica bruxa mora no interior da pessoa.
E aquela mulher que aparenta ser o que é de verdade,
estando satisfeita com o que é e não se preocupando com a opinião alheia em demasiado.
A bruxa sempre traz em qualquer ambiente, um clima de força e alto astral.
Elas estão por todas as partes, destacando-se pela sua sensibilidade, beleza indescritível e energia contagiante.
Para a maioria das bruxas, o senso de humor é indispensável.
É sempre importante estar de bem com a vida, semeando força e alegria.
No instante em que nos tornamos bruxas, nos tornamos muito mais sensíveis, pois começamos a prestar atenção nas coisas que até então passaram despercebidas.
Quando uma bruxa entra numa floresta, por exemplo, sente toda a intensidade das vibrações das árvores e plantas, se emociona com o delicado desabrochar das flores, se deleita com o barulho das águas, se encanta com o canto e o movimento de qualquer pássaro ou animal.
A bruxa assume sempre o seu papel como mensageira e guardiã da Grande Mãe.
Ela não se gaba com uma criatura que possui poderes sobrenaturais, capaz de conseguir tudo num estalar de dedos.
 A bruxa possui a consciência de que é alguém como qualquer outro,
assumindo a sua condição com simplicidade e naturalidade.

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

SALVE O PLANETA ENQUANTO A TEMPO


-“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos  filhos...  Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?” 




Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

-

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CONTINUA IMAGINADO UM MUNDO MELHOR

Rapunzel


Adaptado do conto dos Irmãos Grimm

Era uma vez um lenhador que vivia feliz com
sua esposa. Os dois estavam muito contentes porque a mulher estava
grávida do primeiro filho do casal.
Ao lado da casa do lenhador morava um bruxa muito egoísta.
Ela nunca dava nada para ninguém. O quintal de sua casa era enorme
e tinha um pomar e uma horta cheios de frutas e legumes saborosos,
mas a bruxa construiu um muro bem alto cercando seu quintal, para
ninguém ver o que tinha lá dentro!
Na casa do lenhador havia uma janela que se abria para o
lado da casa da bruxa, e sua esposa ficava horas ali olhando para
os rabanetes da horta, cheia de vontade...
Um dia a mulher ficou doente. Não conseguia comer nada que
seu marido lhe preparava. Só pensava nos rabanetes...
O lenhador ficou preocupado com a doença de sua mulher e
resolveu ir buscar os rabanetes para a esposa. Esperou anoitecer,
pulou o muro do quintal da bruxa e pegou um punhado deles.
Os rabanetes estavam tão apetitosos que a mulher quis comer
mais. O homem teve que voltar várias noites ao quintal da bruxa
pois, graças aos rabanetes, a mulher estava quase curada.
Uma noite, enquanto o lenhador colhia os rabanetes, a velha
bruxa surgiu diante dele cercada por seus corvos.
— Olhem só! — disse a velhota — Agora sabemos quem está roubando meus rabanetes!
O homem tentou se explicar, mas a bruxa já sabia de tudo e
exigiu em troca dos rabanetes a criança que ia nascer.
O pobre lenhador ficou tão apavorado que não conseguiu dizer não
para a bruxa.
Pouco tempo depois, nasceu uma linda menina. O lenhador e
sua mulher estavam muito felizes e cuidavam da criança com todo o
carinho.
Mas a bruxa veio buscar a menina. Os pais choraram e
imploraram para ficar com a criança, mas não adiantou. A malvada a
levou e lhe deu o nome de Rapunzel.
Passaram-se os anos. Rapunzel cresceu e ficou muito linda. A
bruxa penteava seus longos cabelos em duas traças, e pensava:
“Rapunzel está cada vez mais bonita! Vou prendê-la numa
torre da floresta, sem porta e com apenas uma janela, bem alta,
para que ninguém a roube de mim, e usarei suas tranças como
escada.”
E assim aconteceu. Rapunzel, presa na torre, passava os dias
trançando o cabelo e cantando com seus amigos passarinhos.
Todas as vezes que a bruxa queria visitá-la ia até a torre e
gritava:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças!
A menina jogava as tranças e a bruxa as usava para escalar a
torre.
Um dia passou por ali um príncipe que ouviu Rapunzel
cantarolando algumas canções. Ele ficou muito curioso para saber
de quem era aquela linda voz. Caminhou as redor da torre e
percebeu que não tinha nenhuma entrada, e que a pessoa que cantava
estava presa.
O príncipe ouviu um barulho e se escondeu, mas pôde ver a
velha bruxa gritando sob a janela:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças!
O príncipe, então, descobriu o segredo. Na noite seguinte
foi até a torre e imitou a voz da bruxa:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças!
Rapunzel obedeceu o chamado, mas assustou-se ao ver o
príncipe entrar pela janela.
— Oh! Quem é você? — perguntou Rapunzel.
O príncipe contou o que acontecera e declarou seu amor por
Rapunzel. Ela aceitou se encontrar com ele, mas pediu que os
encontros fossem às escondidas, pois a bruxa era muito ciumenta.
Os dois passaram a se ver todos os dias, até que Rapunzel,
muito distraída, disse um dia para a bruxa:
— Puxa, a senhora é bem mais pesada que o príncipe!
A bruxa descobriu os encontros da menina com o príncipe e
cortou suas tranças. Chamou seus corvos e ordenou que levassem
Rapunzel para o deserto para que ela vivesse sozinha.
O príncipe, que não sabia de nada, foi visitar Rapunzel. A
bruxa segurou as tranças da menina e as jogou para baixo. Quando
ele chegou na janela, a bruxa o recebeu com uma risada macabra e
largou as tranças. Ele despencou, caindo sobre uma roseira. Os
espinhos furaram seus olhos, e ele ficou cego.
Mesmo assim, o príncipe foi procurar sua amada Rapunzel,
tateando e gritando seu nome.
Andou por dias, até chegar ao deserto. Rapunzel ouviu o
príncipe chamar por ela e correu ao seu encontro. Quando descobriu
que o príncipe estava cego começou a chorar. Duas lágrimas caíram
dentro dos olhos do rapaz e ele voltou a enxergar!
Assim, os dois jovens foram para o palácio do príncipe, se
casaram e viveram felizes. Os pais de Rapunzel foram morar no
palácio e a bruxa egoísta ficou com tanta raiva que se trancou na
torre e nunca mais saiu de lá.

O MUNDO É SEMPRE MELHOR

A Princesa e a Ervilha


Adaptado do conto de Hans Christian
Andersen

Era uma vez um príncipe que queria se casar
com uma princesa, mas uma princesa de verdade, de sangue real
meeeeesmo. Viajou pelo mundo inteiro, à procura da princesa dos
seus sonhos, mas todas as que encontrava tinham algum defeito. Não
é que faltassem princesas, não: havia de sobra, mas a dificuldade
era saber se realmente eram de sangue real. E o príncipe retornou
ao seu castelo, muito triste e desiludido, pois queria muito casar
com uma princesa de verdade.
Uma noite desabou uma tempestade medonha. Chovia
desabaladamente, com trovoadas, raios, relâmpagos. Um espetáculo
tremendo!
De repente bateram à porta do castelo, e o rei em pessoa foi
atender, pois os criados estavam ocupados enxugando as salas cujas
janelas foram abertas pela tempestade.
Era uma moça, que dizia ser uma princesa. Mas estava
encharcada de tal maneira, os cabelos escorrendo, as roupas
grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando... que era
difícil acreditar que fosse realmente uma princesa real.
A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha pensou
numa forma de provar se o que ela dizia era verdade.
Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte colchões no
quarto de hóspedes e colocou sob eles uma ervilha. Aquela seria a
cama da “princesa”.
A moça estranhou a altura da cama, mas conseguiu, com a ajuda
de uma escada, se deitar.
No dia seguinte, a rainha perguntou como ela havia dormido.
— Oh! Não consegui dormir — respondeu a moça,
— havia algo duro na minha cama, e me deixou até manchas
roxas no corpo!
O rei, a rainha e o príncipe se olharam com surpresa. A moça
era realmente uma princesa! Só mesmo uma princesa verdadeira teria
pele tão sensível para sentir um grão de ervilha sob vinte
colchões!!!
O príncipe casou com a princesa, feliz da vida, e a ervilha
foi enviada para um museu, e ainda deve estar por lá...
Acredite se quiser, mas esta história realmente aconteceu!


O MUNDO É SEMPRE MELHOR

O Gato de Botas



Adaptado do conto de Charles Perrault


Um moleiro, que tinha três filhos, repartindo à hora da morte
seus únicos bens, deu ao primogênito o moinho; ao segundo, o seu
burro; e ao mais moço apenas um gato. Este último ficou muito
descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe
disse:
— Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e,
em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou
um asno.
Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. Este calçou as
botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe
uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto.
Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo
e dirigiu-se para o saco. O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei,
dizendo-lhe:
— Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe
entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato
delicioso.
— Coelho?! — exclamou o rei. — Que bom! Gosto
muito de coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar
nenhum. Dize ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros
agradecimentos.
No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao
rei como presente do marquês de Carabás. O rei ficou tão contente
que mandou logo preparar a sua carruagem e, acompanhado pela
princesa, sua filha, dirigiu-se para a casa do nobre súdito que
lhe tinha enviado tão preciosas lembranças.
O gato foi logo ter com o amo:
— Vem já comigo, que te vou indicar um lugar, no rio, onde
poderás tomar um bom banho.
O gato conduziu-o a um ponto por onde devia passar a carruagem
real, disse-lhe que se despisse, que escondesse a roupa debaixo de
uma pedra e se lançasse à água. Acabava o moço de desaparecer no
rio quando chegaram o rei e a princesa.
— Socorro! Socorro! — gritou o bichano.
— Que aconteceu? — perguntou o rei.
— Os ladrões roubaram a roupa do nobre marquês de Carabás!
— disse o gato. — Meu amo está dentro da água e
sentirá câimbras.
O rei mandou imediatamente uns servos ao palácio; voltaram daí a
pouco com um magnífico vestuário feito para o próprio rei, quando
jovem.
O dono do gato vestiu-o e ficou tão bonito que a princesa, assim
que o viu, dele se enamorou. O rei também ficou encantado e
murmurou:
— Eu era exatamente assim, nos meus tempos de moço.
O gato estava radiante com o êxito do seu plano; e, correndo à
frente da carruagem, chegou a uns campos e disse aos lavradores:
— O rei está chegando; se não lhes disserem que todos estes
campos pertencem ao marquês de Carabás, faço-os triturar como
carne para almôndegas.
De forma que, quando o rei perguntou de quem eram aquelas searas,
os lavradores responderam-lhe:
— Do muito nobre marquês de Carabás.
— Com a breca! — disse o rei ao filho mais novo do
moleiro. — Que lindas propriedades tens tu!
O moço sorriu perturbado, e o rei murmurou ao ouvido da filha:
— Eu também era assim, nos meus tempos de moço.
Mais adiante, o gato encontrou uns camponeses ceifando trigo e
lhes fez a mesma ameaça:
— Se não disserem que todo este trigo pertence ao marquês
de Carabás, faço picadinho de vocês.
Assim, quando chegou a carruagem real e o rei perguntou de quem
era todo aquele trigo, responderam:
— Do mui nobre marquês de Carabás.
O rei ficou muito entusiasmado e disse ao moço:
— Ó marquês! Tens muitas propriedades!
O gato continuava a correr à frente da carruagem; atravessando um
espesso bosque, chegou à porta de um magnífico palácio, no qual
vivia um ogro que era o verdadeiro dono dos campos semeados. O
gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu:
— Meu querido ogro, tenho ouvido por aí umas histórias a
teu respeito. Dize-me lá: é certo que te podes transformar no que
quiseres?
— Certíssimo — respondeu o ogro, e transformou-se num
leão.
— Isso não vale nada — disse o gatinho. - Qualquer um
pode inchar e aparecer maior do que realmente é. Toda a arte está
em se tornar menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em rato?
— É fácil — respondeu o ogro, e transformou-se num
rato.
O gatinho deitou-lhe logo as unhas, comeu-o e desceu logo a abrir
a porta, pois naquele momento chegava a carruagem real. E disse:
— Bem vindo seja, senhor, ao palácio do marquês de Carabás.
— Olá! — disse o rei — que formoso palácio tens
tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem.
O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa e o rei
murmurou-lhe ao ouvido:
— Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço.
Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um
esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na
adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de
jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto.
Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e
disse-lhe:
— Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço.
Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de
ti. Por que não a pedes em casamento?
Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi
celebrado com a maior pompa. O gato assistiu, calçando um novo par
de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos
diamantes.
E daí em diante, passaram a viver muito felizes. E se o gato às
vezes ainda se metia a correr atrás dos ratos, era apenas por
divertimento; porque absolutamente não mais precisava de ratos
para matar a fome...