segunda-feira, 28 de março de 2011

NA VIDA TEMOS QUE APROVEITA AS OPORTUNIDADES!


Pensamento para REFLETIR: 
É melhor estar preparado para uma oportunidade e não ter nenhuma, do que ter uma oportunidade e não estar preparado. 
(Whitney Young Jr.) 

 AMIGOS.

Hoje será com certeza um grande dia. Cheio de oportunidades!

Imagine esta situação: você recebe uma grande oportunidade para dar um passo muito importante em sua vida. Seja no campo profissional, pessoal, emocional. Então você analisa suas “cartas” e em vez de participar da rodada você simplesmente diz:

- EU PASSO!

Se fosse um jogo, qualquer, este seria uma “expressão” ou “jargão” comum, utilizado para dizer que você, enquanto jogador não participa desta rodada.

Agora, fazendo essa analogia com o jogo, não quero estimular você AMIGOS a começar jogar, mas mostrar que a nossa vida é um jogo e o mais importante jogo do qual podemos e devemos participar.

De acordo com essa comparação que fiz acima, percebemos que muita gente quando considera não ter as melhores “cartas” para jogar, prefere “passar” na rodada. Ou seja, não jogar e não se arriscar.

Você sabe por quê? Puro medo! Não confiar em seu próprio talento e capacidade de arrumar as cartas de tal forma que o jogo possa ser favorável a você.

Pensando por essa linha, a coisa vai longes AMIGOS ... 

Percebo todos os dias, que tem gente que desiste e passa na rodada, literalmente joga a toalha e abandona o jogo. 

Este é um fenômeno que acontece com todo tipo de pessoa, desde a mais jovem idade. Adolescentes que já perderam a razão de existir, de participar ativamente da construção da própria vida.

Adultos, que por diversos motivos deixaram de acreditar num futuro melhor, são pessoas que já foram apaixonados, que deixaram de acreditar no encantamento de um novo amor. 

Você quer saber de uma coisa AMIGOS : há pessoas que já se consideram velhas demais para acreditar em ambições profissionais ou mesmo pessoais. 

Outras que simplesmente quando chegar sua vez de jogar, dizem: - EU PASSO! 

Mas por que passam, deixam a oportunidade escapar?

Por que não querem mais acreditar. Por que não querem mais tentar. Aceitam simplesmente que não vale mais a pena tentar!

Por isso AMIGOS , quando a vida lhe der as cartas para o jogo, lembrem-se do que falamos aqui e diga:

- EU VOU, PARTICIPO DESTA RODADA, DA PRÓXIMA E DE TODAS AS PRÓXIMAS... 

Até quando tiver forças para jogar... Vou jogar o jogo da vida por toda vida.

Pense nisso...

Sigmar Sabin
Professor e Aprendiz da vida
Fale comigo: sigmarsabin@bomdiahoje.com.br 

A.T.E.N.Ç.Ã.O 

Vamos levar as palestras do professor Sigmar Sabin até sua cidade?

Como? Mande um e-mail para contato@realizare.com.br e pergunte como? 




segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ah! O povo se descobrira, tão bonito como nunca suspeitara...

A aldeia que nunca mais foi a mesma


Era uma aldeia de pescadores de onde a alegria fugira, e os dias e as noites se sucediam numa monotonia sem fim, das mesmas coisas que aconteciam, das mesmas coisas que se diziam, dos mesmos gestos que se faziam, e os olhares eram tristes, baços peixes que já nada procuravam, por saberem inútil procurar qualquer coisa, os rostos vazios de sorrisos e de surpresas, a morte prematura morando no enfado, só as intermináveis rotinas do dia a dia, prisão daqueles que se haviam condenado a si mesmos, sem esperanças, nenhuma outra praia prá onde navegar...

Até que o mar, quebrando um mundo, anunciou de longe que trazia nas suas ondas coisa nova, desconhecida, forma disforme que flutuava, e todos vieram à praia, na espera... E ali ficaram, até que o mar, sem se apressar, trouxe a coisa e a depositou na praia, surpresa triste, um homem morto...

E o que é que se pode fazer com um morto, se não enterrá-lo? Tomaram-no então para os preparativos de funeral, que naquela aldeia ficavam a cargo das mulheres; às vezes é mais grato preparar os mortos para a sepultura que acompanhar os vivos na morte em que se perderam ao viver. Foi levado para uma casa, os homens de fora, olhando...

No corpo morto as algas, os líquens, as coisas verdes do mar, testemunhas de funduras e distâncias, mistérios escondidos para sempre no silêncio de sua boca sem palavras...

As mãos começaram o trabalho, e nada se dizia, só os rostos tristes... Até que uma delas, um leve tremor no canto dos lábios, balbuciou:
– “É, se tivesse vivido entre nós teria de se ter curvado sempre para entrar em nossas casas. É muito alto...”

E todas assentiram em silêncio.

– “Fico a pensar em como teria sido a sua voz”, disse uma outra. “Teria sido como o quebrar das ondas? Como a brisa nas folhas? Será que ele conhecia a magia das palavras que, uma vez ditas, fazem uma mulher colher uma flor e a colocar nos cabelos?”

As outras mulheres sorriram, surpresas de memórias que começavam a surgir de profundezas, como bolhas que sobem de espaços submarinos, desejos há muito esquecidos.

Foi então que uma outra, olhando aquelas mãos enormes, inertes, disse as saudades que arrepiavam a sua pele:

– “Estas mãos... que terão feito? Terão tomado no seu vazio um rosto de mulher? Terão sido ternas? Terão sabido amar?”
E elas sentiram que coisas belas e sorridentes, há muito esquecidas, passadas por mortas, nas suas funduras, saíam do ouvido e vinham, mansas, se dizer no silêncio do morto. A vida renascia na morte graciosa de um morto desconhecido e que, por isto mesmo, por ser desconhecido, deixava que pusessem no seu colo os desejos que a morte em vida proibira...

E os homens, do lado de fora, perceberam que algo estranho acontecia: os rostos das mulheres, maçãs em fogo, os olhos brilhantes, os lábios úmidos, o sorriso selvagem, e compreenderam o milagre: vida que voltava, ressurreição de mortos... E tiveram ciúmes do afogado... Olharam para si mesmos, se acharam pequenos e domesticados, e perguntaram se aquele homem teria feito gestos nobres (que eles não mais faziam) e pensaram que ele teria travado batalhas bonitas (onde a sua coragem?), e o viram brincando com crianças (mas lhes faltava a leveza...), e o invejaram amando como nenhum outro (mas onde se escondera o seu próprio amor?)...

Termina a estória dizendo que eles, finalmente, o enterraram.

Mas a aldeia nunca mais foi a mesma...

Não, não é à toa que conto esta estória. Foi quando soube da morte – ela cresceu dentro de mim. Claro que eu já suspeitava: os cavalos de guerra odeiam crianças; e o bronze das armas odeia canções, especialmente quando falam das flores, e não se ouve o ruflar lúgubre dos tambores da morte. Foi naquele dia, fim de abril, o mês do céu azul e do vento manso. Eu sabia da morte, mas havia em mim um riso teimoso, mais forte que o carrasco, esperança, visão de coisas que eu não sabia vivas. Foi então que me lembrei da história. Não, foi ela que se lembrou de mim, e  veio para dar nome aos meus sentimentos e se contou de novo. Só que agora os rostos anônimos viraram rostos que eu vira, caminhando e cantando, seguindo a canção, risos que corriam para ver a banda passar contando coisas de amor, os rojões, as buzinas, as panelas, sinfonia que se tocava sobre a desculpa de um morto...

Mas não era isto, não era o morto: era o desejo que jorrava, vida, mar que saía de funduras reprimidas e se espraiava como onda, espumas e conchinhas, mansa e brincalhona...

Ah! O povo se descobrira, tão bonito como nunca suspeitara...

Não era raiva.
Não era raiva.
Não era azia.
Nem mesmo fome ou desemprego.

O bonito foi isto mesmo: que de tantos golpes, de tanta dor, tenham surgido canções, tenha brotado uma flor.

Lembra-se? Aconteceu na estação da Páscoa...
A Vida ressurge da Morte.
Três dias, vinte anos, um século... Não importa...

Por favor: conte para alguém a estória da aldeia que, depois de enterrar um morto nunca mais foi a mesma.. Nós...

P.S.: Quase me esqueci de dizer. A estória é de Gabriel Garcia Marquez. Eu só a recontei do meu jeito...
Folha de São Paulo, 19/05/1984
Rubem Alves

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar.

                       O PORTAL
                                O MEU FILHO TIAGO      


                                      MEU NETO MURILO
“Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe Deus

 nunca pisca.”
                                   

Muitas das vezes somos pego de surpresa não temos tempo nem de dizer adeus, abri uma
Cratera dentro da gente sem fim, a única coisa que pensamos é por que DEUS fez isso com a gente? Por quê?
Porque temos que passa por momento tão frio, é o único portal que abre em questão de segundos e fecha simplesmente, então olhamos para aquele corpo sem alma, apenas
Choramos até soluça e ouvimos dos visitantes de corpo gelado, que a vida é assim
Mesmo! Mais que vida?  Se ele esta morto! Ele apenas responde, não temos resposta
Para este momento tão triste. Lamento!
Depois de três perdas muito dolorosas, sem despedidas e piedade do nosso DEUS.
Volta e meia abre um clarão como se desfolha-se o livro da minha vida que me faz viajar
Ao passado em busca de algo, me deixa atordoado como se estivesse sofrido um blecaute
E quando a carga retorna, estou com a mão na alta tensão.   
Já faz quarenta anos que meu avô passou pelo portal sem volta e não me esqueço da sua fisionomia serena que sempre estava pronto para me aconselhar, consolar e leva para passeia. Tinha 10 anos tudo que eu sabia na vida era que eu não sabia de nada, e que tinha perdido o meu avô Cabedelo.
Já o meu pai o nosso contato era muito pouco por que ele trabalhava desde a década de cinqüenta, trabalhando de marinheiro da marinha mercante, quando o navio atracava nos portos da região ele vinha-nos visita, mas passava no Maximo de dois a três dias e retornava para o navio.
Só voltava para casa seis meses depois quando tirava férias, assim passou quase dez anos, então ele decidiu fazer um curso para mudar de função e concluiu o curso
Em primeiro lugar, estávamos muito orgulhosos
Desta sua batalha que tinha vencido, mas infelizmente a batalha da vida ele perdeu.
Eu estava com dezoito anos e dois anos de convivo e aprendizado com o meu pai foram quando o portal abriu novamente e deixo mais um corpo para velar, somos sete irmãos
E a nossa mãe e um vazio imenso que nosso pai deixou.
Cinco anos depois nasce o meu primeiro o filho.
Puis em pratica todo meu aprendizado para criar o Tiago e conviver com a diferença de
Um jovem ousado e cheio de sede de aprender muito humilde e sábio.
Durante meu quinze anos de trabalho no Unibanco, tiver tempo suficiente para viaja e conhecer todas as praias do estado do Rio e outros estados, com esta ferramenta na mão que é o “tempo”, o único trabalho que tive com Tiago foi de ensinar a PENSAR que ele
Recebeu de mente aberta porque era sábio, crio o seu mundo fez um belo círculo de amigos e viveu como
O mundo fosse acabar amanhã, viveu como o Fernão campelo gaivota que queria sempre aperfeiçoar o seu vôo, que era belos vôos rasantes e longos, ele costumava-me dizer. “longe é um lugar que não existe tudo é possível” e chegou à porta da faculdade apesar de ter sido aprovado, mas infelizmente não foi esta porta que abriu, e sim o portal que me segue.
Eu presencie a sua entrada e o ultimo suspiro foi dizer “eu não estou agüentando”
E o portal fechou não tiver tempo de agradece por sua existência.
Sem duvida “LONGE É UM LUGA QUE NÃO EXISTE”
E cinco anos depois chegou o meu neto que é uma bela criança, chama-se Murilo catarino por parte do avô!
Sempre sorrindo, os seus primeiros passos e as primeiras palavras têm sido acompanhados por nós.